Essas perguntas do título continuam povoando as mentes de quem pensa em empreender, mas não sabe qual o melhor modelo de negócio para si. Soa estranho comparar sistemas contratuais a canais de vendas, mas tais questões chegam diariamente. O desconhecimento do caminho a seguir e o que envolve esta escolha dói.

Vamos aos modelos de negócio, contratos e o que cabe ao empreendedor.

Os três pilares do licenciamento são marcas, fabricantes e varejo. Licenciamento de marcas, produtos e personagens favorece o licenciador permitir o licenciado a fazer o uso da marca, registrada no INPI, e comercializar produtos e serviços em redes de varejo.

Envolve questões técnicas, contratuais e, no que compete personagens, a renovação de estoque conforme novo modelo, o licenciado deve acompanhar sempre. Caso contrário, infringe normas de contrato e perde o valor perante os clientes que não encontram a última versão anunciada.

Franquia

A Lei nº 13.966, de 26 de dezembro de 2019, disciplina o sistema de franquia empresarial, pelo qual um franqueador autoriza, por meio de contrato, um franqueado a usar marcas e outros objetos de propriedade intelectual. Isso se dá sempre associado ao direito de produção ou distribuição exclusiva, ou não exclusiva, de produtos ou serviços e também ao direito de uso de métodos e sistemas de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador.

Por fim, o processo é feito mediante remuneração direta ou indireta, sem caracterizar relação de consumo ou vínculo empregatício em relação ao franqueado ou a seus empregados, ainda que durante o período de treinamento.

Em ambos os modelos de negócios acima, existe a remuneração por meio de royalties, pelo uso da marca, comercialização de produtos e/ou serviços autorizados e, complementando no franchising, pela implantação e uso do modelo de gestão completa e sistema operacional do negócio. Ou seja, há uma transferência do know how de como tocar este negócio, como um todo. Um franqueado adquire o direito de operacionalizar um negócio, embasado no domínio de gestão e operação do mesmo, desenvolvido pelo franqueador.

Daí sempre surgem questões como essa:

“Ana, estou em dúvida entre montar uma franquia ou montar um e-commerce e não tenho ideia de qual dos dois é melhor para mim”

E-commerce é o comércio eletrônico para vendas pela internet, de uma única empresa – fabricante ou revendedor, por meio de uma plataforma virtual própria. A loja virtual é uma parte do e-commerce. E posso estender o assunto ao marketplace que oferece uma plataforma comum para que várias empresas vendam seus produtos, onde toda uma estrutura já está pronta, cabendo ao empreendedor fazer um cadastro e catalogar produtos.

Sendo assim, franquia e licença são modelos de negócios que podem se utilizar de e-commerce, marketplaces e/ou lojas físicas para venderem seus produtos diretamente aos consumidores finais.

Escolher ser franqueado pode caber a quem precisa do know how de um franqueador e sente-se mais seguro com esta proposta. Porém, a sua parte é pôr em prática as regras e orientações pré-definidas. Franqueadores ensinam a pescar.

O licenciado foca mais na marca e na comercialização dos produtos, seguindo regras também, mas o sistema de gestão e operação do negócio é, geralmente, por sua conta e risco. Não significa que é mais fácil nem mais livre de normas e cuidados.

Há modelos de negócios para todos os perfis, capital disponível e conforme expectativas e momento de vida, cabe uma escolha e outra depois, como um processo empreendedor evolutivo. E não de arrependimento, preferencialmente.

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